Começar a empreender: como escolher a melhor ideia de negócio sem largar seu emprego (ainda)

Talvez você esteja a fim de empreender e se questione sobre qual ideia de negócio vale mais a pena investir o seu tempo e esforço. Acho até que já pesquisou no Google e nas redes sociais sobre como começar a empreender com ideias simples, mas ainda assim, elas são complexas demais para o pouco tempo e energia que lhe restam fora do seu emprego atual. Há uma desconfiança de que aquilo não é tão fácil quanto dizem por aí… não é mesmo?

De fato, basear sua decisão sobre qual negócio começar seguindo sugestões de outras pessoas ou a partir de listas do tipo “100 ideias de negócios para quem está começando” pode dar bastante errado. O problema é que o que é simples para quem criou a lista talvez não seja para quem a lê. Isso sem mencionar o fato de que, para muita gente, é impossível largar o emprego por completo para focar “somente na fundação de um novo negócio” na esperança que ele dê um retorno.

Apostar nisso é a linha direta para o fracasso.

Por isso, criei um guia completo neste artigo para te ensinar a criar e selecionar uma ideia de negócio que seja simples o bastante para você consiga colocá-la pra rodar sem precisar deixar o seu trabalho atual. Será de uma maneira bastante prática, usando como base algumas habilidades que você já tem, respeitando o seu momento de vida atual. 

Você pode ler o artigo por completo e em seguida, executar, ou o que eu recomendo que você faça, que é ir cumprindo os passos conforme avança na leitura.

Como se trata de um conteúdo denso e completo, aqui vai o índice:

Porque eu quis compartilhar isso contigo

Passo 1: Defina a meta para o negócio

Passo 2: Aprenda a identificar boas ideias

Passo 3: Tenhas boas ideias ou roube-as de alguém

Passo 4: Identifique as oportunidades e limitações

Passo 5: Estime o lucro no papel de pão

Passo 6: Classifique e escolha a melhor ideia do mundo (para você)

Próximos passos

Já te adianto uma coisa: as melhores ideias para quem quer começar um negócio com pouca ou nenhuma experiência são sempre as que você consegue tocar em paralelo com tudo o que você faz hoje.

Ou seja, o caminho para quem quer começar a empreender é abrir um negócio paralelo.

Essa é uma cultura muito comum no exterior. Não vou entrar no mérito dos motivos de isso não ser tão popular no Brasil, mas o fato é que quando a sua renda não depende apenas do um único empregador, você não está mais sujeito às vontades dele. Isso soa libertador para você?

Esse é o caso do Tiago, engenheiro elétrico sênior que trabalha com desenvolvimento de produtos em uma empresa e possui uma consultoria de adequação de projetos às normas técnicas brasileiras no paralelo. Ou ainda, da Jéssica, analista financeira que trabalha para uma multinacional, mas que, aos finais de semana, faz magníficos (e valiosos) ensaios fotográficos de gestantes em período pré-natal.

Não se preocupe se você acredita que não tem tempo para isso porque a sua vida é muito corrida, ou se não consegue visualizar uma maneira prática de organizar a sua rotina para tal, ou ainda morre de medo de que se o seu chefe descobre seus planos, irá te demitir (seria esse o seu caso?). 

Eu conheço alguns negócios paralelos e te afirmo que isso é uma questão de organização. E quanto ao seu chefe, bem, ele ainda não pode ler seus pensamentos ou ter controle sobre o que você faz no seu tempo livre, certo?

Mas antes de entrar nesse detalhamento, quero compartilhar contigo os porquês de eu dividir isso com você.

(Caso você não queira saber os motivos e deseja ir direto ao ponto, pode pular esse trecho do texto clicando aqui)

O primeiro motivo é que eu profundamente acredito que ter um negócio paralelo, em primeiro lugar, é o caminho mais seguro e pé no chão para você conseguir sair do seu emprego formal, CLT, e abrir o seu próprio negócio. 

Há basicamente dois caminhos para você seguir quando se trata desse tipo de transição…

No primeiro, você chuta o balde, sai, depois você vê o que vai fazer da vida, profissionalmente falando. Você pode optar por um sabático, daqueles que você medita por 1 ano no Tibet em busca de iluminação e depois volta com uma percepção diferente do mundo.

Há ainda quem chute o balde, saia, e fique mega empolgado correndo atrás de oportunidades de negócio enquanto a reserva financeira vai sendo corroída pelos boletos todos os meses.

Nada contra pessoas que optam por isso. Afinal, deve ser uma experiência espiritual realmente incrível no Tibet, e respeito quem gosta da adrenalina de chutar o balde e sair correndo atrás.

Mas quantas pessoas realmente têm condições financeiras de se bancar nesse período até se encontrarem profissionalmente?

Conheço muita gente que simplesmente não pode! Seja por motivos familiares, financeiros, ou outro qualquer.

E é por essas pessoas que eu estou escrevendo esse texto. 

Essa é a grande causa por trás do meu projeto pessoal, onde eu auxilio pessoas que tem a intenção de sair do seu emprego de uma forma segura e viver do seu próprio negócio. E para isso, ter o seu negócio paralelo num primeiro momento para depois fazer a transição completa te poupa de inúmeras dores de cabeça no futuro, principalmente financeiras e sobre a certeza da área que você quer empreender.

A pior coisa do mundo é a sensação de arrependimento que você saiu cedo demais ou que não gosta da área que você está empreendendo. 

Se você sai da CLT para empreender apenas pela oportunidade de fazer dinheiro, é como se você trocasse uma prisão pela outra.

Eu mesmo trilhei esse caminho há alguns anos e não foi nada fácil, e ajudar pessoas que, assim como eu, estavam perdidas e precisam de orientação durante essa fase é algo que me traz uma baita satisfação.

O segundo motivo é que há muita confusão e romantismo na internet sobre como começar um empreendimento. 

Meu sentimento é de que parece que vivemos numa bolha, principalmente em torno das redes sociais, onde o único caminho possível para se empreender é através da venda de cursos e outros produtos digitais. E nem todo mundo tem a aptidão necessária, muito menos o “saco” para seguir esse modelo de negócio.

Olhe à sua volta: há milhares de negócios e oportunidades na sua cidade, numa infinidade de formatos diferentes. Será que tudo se resume mesmo ao empreendedorismo digital?

Eu firmemente acredito que não, e tô cansado de ver essas merdas coisas circularem por aí.

O que eu estou prestes a te entregar aqui é um conhecimento que funciona para qualquer nicho e problema que você se propuser a solucionar com a sua ideia milionária, porque ele se baseia nos fundamentos que qualquer negócio iniciante tem que passar se quiser sobreviver às primeiras fases de existência, crescer e se tornar um negócio consolidado.

Antes de prosseguirmos, vamos deixar as coisas bem claras: absolutamente nada acontecerá se você não se propuser a agir e colocar a mão na massa, e é bem provável que algo aconteça se você realmente fizer o que eu estou descrevendo aqui. É quase certo também que irão te criticar ou questionar a sua empreitada. Mas siga em frente, o começo é o mais difícil mesmo.

Vamos então direto ao ponto: os 6 passos para que você tenha a melhor ideia de negócio para rodar no paralelo e começar a empreender através dela.

1. Defina a meta para o negócio

A primeira coisa é definir muito bem o motivo que te leva a abrir um negócio paralelo para dedicar as poucas horas que te restam nele. Normalmente, as pessoas querem:

  1. Juntar um capital extra com fim específico (fazer viagem, pagar uma dívida, trocar de carro, comprar um presente legal para a esposa ou marido)
  2. Aumentar a renda total, somando a receita do negócio com o salário que você ganha na carteira assinada.
  3. Substituir o valor do salário com a receita do negócio para sair do emprego e empreender

Como eu falei para você dentro dos meus motivos, esse artigo foi feito especialmente para pessoas que tenham esse último objetivo em mente. No entanto, ele também serve para quem apenas quer tocar algo para complementar a renda com o seu trabalho atual. A diferença principal é que para quem quer sair e empreender, vai chegar o momento de fazer o salto – ou é demitido, ou pede para sair. 

Isso por si só já rende um outro artigo. De qualquer forma, ele vem bem depois de escolher a melhor ideia para o negócio no paralelo, que é o nosso principal foco aqui.

Então, defina a sua meta com uma coisa em mente: como você gostaria de estar daqui 30 dias? Tire um instante para imaginar como seria ter dinheiro para quitar aquela dívida, dar a entrada naquela viagem incrível, ou ainda, estar muitos passos à frente de conseguir ter o seu próprio negócio e fazê-lo crescer. Procure se concentrar mais em aspectos positivos do que em negativos, como “sair desse emprego chato e esfregar na cara do seu ex-chefe”.

Escreva esse desejo e visão agora num papelzinho e deixe de canto. Vale muito a pena e te ajuda a manter o foco quando ficar difícil de se manter focado no contraturno.

2. Aprenda a identificar boas ideias de negócio paralelo

Nem todas as ideias de negócio valem a pena, mas bons negócios nascem de boas ideias. A verdade é que cada ser humano deve ter, em média, umas 10.000 ideias ruins de negócio por dia, e apenas uma ou duas que realmente valem a pena. E quando se trata de negócios paralelos, temos que ser mais criteriosos ainda. Afinal, seu tempo é bem mais escasso do que empreendedores de tempo integral.

Veja, não estou duvidando da sua capacidade, mas você não vai construir o próximo Facebook no seu tempo livre. Você pode até iniciá-lo, mas o próprio fundador, Mark Zuckerberg, só o tornou grande muitos anos depois com a ajuda de um time.

O objetivo é construirmos algo que seja suficientemente elaborado para gerar um benefício para seus clientes, porém simples ao ponto de você conseguir tocá-lo nas horas vagas. 

Para isso, é fundamental que você entenda o seguinte:

Boas ideias de negócio paralelo deixam pistas…

Elas geralmente são lucrativas, persuasivas, factíveis e inspiradoras.

Faça com o que você já tem hoje

O objetivo é você realmente começar um projeto e fazer dinheiro fora do seu trabalho atual, num curto espaço de tempo, com uma habilidade que você já tem. Não queremos ficar só pensando nas hipóteses de como isso seria incrível. 

Se você tem uma ideia de negócio, mas não vê uma maneira clara de como executar isso para fazer dinheiro nos próximos dias, você não tem uma ideia factível. Ou seja, ou você não tem o nível de conhecimento e experiência suficientes para tornar a execução simples, ou você está buscando resolver um problema muito complexo, que vai demandar muito mais esforço do que você conseguirá dedicar por um certo período no paralelo. 

Algo factível é algo que você consiga executar com as habilidades e tempo que possui no momento. Se a sua ideia requer muito tempo ou esforço para ser colocada em prática, ela definitivamente não está no nível que precisamos.

Normalmente, isso gira em torno do mesmo nicho que você trabalha hoje, com pequenas variações no formato, ou então em nichos diferentes, mas se utilizando de habilidades que você já pratica. 

Por exemplo, para Tiago, um engenheiro sênior que tem algumas normas técnicas brasileiras na ponta da língua, prestar consultoria sobre isso é algo que ele faz com muita facilidade. Para a analista que tira fotos incríveis para seus amigos por hobby, estender isso para outras pessoas na forma de prestação de serviços é uma alternativa natural.

Agora, para um engenheiro júnior que não tem um domínio completo das normas, uma dúvida específica pode levar meses para ser respondida. Percebe a diferença?

Qualquer engenheiro de produtos se vê nessa situação – você faria algo semelhante no paralelo?

Se a ideia for difícil para você, com muitas restrições, ou você ainda não tiver um conhecimento intermediário para avançar rapidamente, é falha quase na certa. É melhor abandonar a ideia.

Persuasiva o bastante para outros pagarem por ela agora

A sua ideia tem que ser forte o bastante para fazer quem será impactado por ela se mexer com urgência.

No caso do Tiago, empresas do ramo da engenharia têm vários bons motivos para seguir as normas técnicas, como segurança delas mesmas e dos clientes, além de estarem sujeitas a multas milionárias caso um fiscal do governo encontre algo inadequado. Além disso, as normas muitas vezes são confusas e passíveis de má interpretação por profissionais sem muita experiência. Isso é forte o bastante para fazer os clientes contratarem a consultoria de Tiago a tempo? Com certeza.

No caso da Jéssica, a analista fotógrafa, a gestante tem especificamente aquela janela de tempo para fazer o álbum se quiser ter boas fotos com a progressão da barrigona. Ela pode deixar para depois? Talvez, mas aí não teremos aquela linda montagem da evolução mês a mês para expor no quarto do bebê feita por uma ótima fotógrafa (e ninguém quer frustrar uma gestante, certo?).

Você vai montar um negócio, não criar um hobby

Lucratividade é um fator decisivo, pois você quer iniciar algo que, potencialmente, vai garantir a sua renda e subsistência lá na frente. Talvez você não tenha todas as respostas para fazê-la lucrar num primeiro momento. Mas, no mínimo, você precisa identificar um grande potencial de lucro nela. E é aqui que muita gente erra.

Para ter certeza de que você está analisando corretamente, você tem que se concentrar nos benefícios reais, aqueles que são ligados a problemas incômodos ou fortes desejos dos potenciais clientes, e não naquilo que particularmente te interessa na ideia e, aos seus olhos, a torna genial.

Por exemplo, Tiago se interessa muito pelas entrelinhas e interconexão entre as normas e sabe que essa visão macro é algo que somente alguém com a experiência dele pode elaborar. Ele passou muitos anos as estudando e aplicando para chegar a este nível. Já para o seu potencial cliente, tudo o que importa é garantir que todos estejam seguros sem nenhuma multa do governo ao final do dia.

Se Tiago analisasse o potencial de lucro somente pela enorme facilidade com que ele encontra uma resposta e não pelo ponto de vista de quem o contrata, é bem provável que a margem de lucro do serviço diminuiria drasticamente. O real potencial está no fato de que o seu trabalho evita o prejuízo de muitos milhões em alguns casos, o que seria suficiente para a falência dessas empresas.

Jéssica ama os desafios que a iluminação ambiente traz juntamente com as diferentes configurações que a câmera dela proporciona. Mas tudo o que a gestante quer ouvir é que a foto ficará incrível e que ela tenha sua imagem valorizada mesmo em um momento delicado. Se Jéssica não conseguir se comunicar com a gestante nos termos dela, o potencial de lucro vai por água abaixo.

Foto: Jornal O Globo

Quer um exemplo mais simples? Um estacionamento na porta de um grande evento ou centro empresarial tem um potencial de lucro muito maior do que se estivesse localizado há algumas quadras dali porque o apelo pela praticidade e não precisar caminhar até o carro é algo muito valioso nos dias de hoje.

Quanto mais benefícios reais a sua ideia tiver e quanto maior for o problema/desejo do seu cliente, maior o potencial de lucro.

Sem tesão, sem fundação

É algo básico, mas preciso dizer: a não ser que você tenha tendências masoquistas, você precisa gostar da sua ideia, ou no mínimo se sentir inspirado por ela. Já é suado acordar 2 horas mais cedo ou trabalhar 2 horas a mais após o turno por qualquer motivo, agora imagina com algo que não te inspire?

Pela minha experiência, quanto maior o desejo ou necessidade de mudança, mais empolgante essa empreitada no paralelo deve ser. Comigo, estava ficando cada vez mais difícil tocar o meu emprego principal por inúmeras razões, e a única maneira de eu resolver aquilo era canalizando a minha frustração profissional para algo concreto e que acelerasse a minha saída, como começar algo novo no meu tempo livre ao invés de ficar espalhando a minha negatividade por aí.

Foi então que eu comecei o meu primeiro negócio dentro do nicho de desenvolvimento pessoal. E confesso que essa era a área que mais me empolgava na época. Eu devorava livros e cursos da área como se aquilo fosse a coisa mais legal do mundo. E pra mim, de fato, era!

Mesmo após chegar cansado de um dia puxado no trabalho, eu sempre dava um jeito de me concentrar em criar algum conteúdo relacionado, prospectar um novo cliente, falar sobre como o meu fantástico novo trabalho paralelo poderia ajudar a vida das pessoas. E, no final, esse gosto pela área acabou ajudando tanto a vida dos meus clientes quanto a minha própria.

Sobre pessoas sem habilidades valiosas

Todo o conceito de uma boa ideia de negócio é baseado no uso de uma habilidade que você já tem, seja prestando um tipo de serviço ou oferecendo algum produto incrível para os outros. 

No entanto, existem algumas pessoas que não conseguem identificar essas habilidades em si mesmas, e acreditam que com o que já sabem sobre o assunto, não conseguiriam ajudar outras pessoas (muito menos ter um negócio baseado nisso). 

A habilidade nata, aos nossos próprios olhos, é algo banal

É relativamente comum termos dificuldade de enxergar grandes habilidades em nós mesmos porque somos tão bons naquilo que parecemos “naturais”. Veja qualquer atleta profissional em ação e você entenderá o que digo. 

Para quebrar isso, observe seus resultados concretos ou marcos importantes que você tenha atingido na sua vida e pense nas habilidades envolvidas. Peça também opinião de pessoas próximas ou que você já ajudou de alguma forma.

Agora, se você realmente não consegue identificar nenhuma habilidade superior à média no nível que poderia cobrar por essa expertise, seja em produto ou serviço, talvez você não esteja no momento de ter um negócio paralelo da maneira que você deseja, ou você demorará mais do que as pessoas que já possuem habilidades notáveis porque tem que desenvolvê-las primeiro. 

Não tem problema algum nisso, muita gente está nesse ponto. Mas é importante você se situar muito bem nessa escala de habilidades para não entrar com grandes expectativas que possam te tirar do jogo sem nem ao menos começar a jogar ele. Eu, por exemplo, precisei me formar em alguns cursos para ter o mínimo de metodologia para trabalhar com desenvolvimento pessoal e poder, futuramente, sair do meu emprego de engenharia. Mas até o momento que eu não tivesse as habilidades necessárias, eu não tinha um negócio. Estava apenas estudando sobre a área.

Se esse for o seu caso, você pode tentar desenvolver mais suas habilidades sob o risco de atrasar a sua empreitada ou cair em procrastinação, pode começar com uma outra ideia, ou então simplificar a maneira de atuação dentro da área específica que você quer empreender. 

Por exemplo, se você trabalha com recrutamento de pessoas, e quer migrar totalmente de área para, digamos, nutrição, você não poderá prescrever dietas e planos alimentares para as pessoas ainda porque você não tem um diploma nem CRN. Porém, não existe nenhuma regulamentação impedindo você de criar receitas saudáveis e gostosas que pessoas com determinadas complicações alimentares possam ingerir e vendê-las na internet ou para conhecidos no seu tempo livre, por exemplo. 

Caso você realmente faça questão de uma chancela, você até pode ir atrás de um profissional da nutrição e pedir para que ele assine contigo a criação da receita. Percebe? Mesmo sem um diploma e sem precisar abandonar seu emprego, você já entra no campo dos negócios, ajuda algumas pessoas e ganha experiência.

3. Tenha boas ideias ou roube elas de alguém

Boas ideias são como estranhos na sua casa: só aparecem se forem convidados

Nessa fase, quanto mais ideias você tiver, melhor. Ideias estúpidas, sem sentido e inocentes, também são muito bem-vindas, pois elas têm potencial de se tornarem ideias ótimas em algum momento. 

Procure não se autocriticar demais se cobrando de ter aquela ideia genial logo de cara. Apenas mantenha a calma, coloque a sua imaginação para funcionar e exercite o seu lado empreendedor, observando atentamente os comportamentos e necessidades das pessoas ao seu redor imaginando possíveis soluções que facilitem a vida delas. É preciso convidar a sua mente a refletir sobre esse assunto sem colocar muitas objeções.

Crie o hábito de ter sempre consigo um lugar para anotar todas as suas ideias e observações, nem que seja o bloco de notas do celular ou um caderninho moleskine se você for mais old-school. Lembre-se: ideias ruins e ideias boas, por enquanto, têm o mesmo peso.

Calma… não tão old-school assim!

Convide 2 ou 3 amigos que você sabe que tem um espírito empreendedor a se encontrar de vez em quando para discutir sobre essas ideias de uma maneira construtiva. Esse é um exercício ótimo para todos os envolvidos pois, quando feito de maneira positiva, cria um ambiente muito propício para ter novas ideias.

Fazendo isso, a sua ideia nascerá da observação e fusão de várias outras “meias-ideias” que você tiver quando estiver prestando mais atenção nisso.

Transforme seu carro e suas pernas numa usina de ideias

Uma maneira prática de você exercitar o seu lado empreendedor, mesmo que nunca tenha vendido nada na vida, é andar no banco do passageiro do carro e observar os negócios pela janela como se fosse uma criança.

Passe pelas ruas movimentadas, observe as lojas no seu bairro e procure entender: o que faz com que clientes entrem e comprem esse produto, por esse preço, nesse lugar? Seriam os diferenciais? Por que comprar naquele instante e não um tempo depois? Como seria a sua versão simplificada daquele negócio se você respeitasse o conceito de uma boa ideia de negócio paralelo: factível, lucrativa, persuasiva e inspiradora?

Esse olhar ingênuo vai manter a sua própria opinião longe e te forçar a observar mais.

Se tiver oportunidade, frequente mais negócios locais, compre de pequenos empreendedores e faça amizade com o dono. Um papo sobre como os negócios estão indo com quem já está em campo, em muitas ocasiões, vale muito mais do que um livro genérico sobre o assunto.

Por fim, rode também o seu feed das redes sociais em busca de empresas ou pessoas que estejam anunciando alí e tenham uma presença digital definida, e faça a mesma análise dos negócios locais. Vasculhe tudo e vá anotando as suas descobertas.

O seu ego pode te destruir

É um erro muito comum achar que, devido às suas qualificações acadêmicas ou posição profissional na empresa, você tenha que ter ideias magníficas ou “melhores” do que determinadas pessoas. No mundo do empreendedorismo, um MBA em Harvard tem o mesmo peso que uma folha de papel se esse conhecimento não se traduzir em ação e gerar valor para os clientes, por exemplo. 

A dura verdade é que, um vendedor de água no semáforo é muito mais empreendedor que diversos gerentes de empresas que só se interessam pela sua própria ascensão profissional. Não caia nessa armadilha!

Roube as ideias de quem já está em campo

Roubar é um termo horrível, eu sei, mas é assim que uma infinidade de negócios nasce. Honestamente, não tem problema algum em se espelhar em outra pessoa ou empresa para começar.  Por mais que a ideia central seja parecida, se ela não for executada na prática, não acontece nada! 

E mesmo que seja idêntica, a própria prática, clientes e operação do negócio vai ser invariavelmente diferente – a menos que você queira abrir uma franquia dessa empresa que está se espelhando.

Se realmente estiver sem inspiração nenhuma, listei 30 ideias que vieram à minha mente fazendo os exercícios que comentei. Talvez elas sejam, ou não, factíveis, lucrativas, persuasivas e inspiradoras para você:

  1. Revender os produtos que você mais consome e gosta
  2. Criar um bom podcast e angariar patrocínio
  3. Criar um blog sobre algo que você goste e usar links patrocinados
  4. Oferecer consultorias sobre assuntos da sua expertise
  5. Oferecer serviços de edição de vídeo
  6. Comprar e vender artigos usados ou colecionáveis
  7. Fazer uma coletânea de livros para quem quer se aprofundar em assuntos
  8. Criar e vender kits com ótimas combinações de vinhos e queijos
  9. Criar modelos de decorações de festas infantis
  10. Vender suas artes num perfil de Instagram ou Pinterest
  11. Oferecer serviços de design gráfico
  12. Oferecer serviços de transcrição de vídeos
  13. Vender kits para fazer jardinagem em casa
  14. Comprar e vender livros raros e/ou usados
  15. Produzir e vender um curso simples sobre assuntos de sua expertise
  16. Oferecer serviços de assistente pessoal remoto
  17. Oferecer serviços de gerenciamento de mídia social
  18. Tirar fotos em pequenos eventos ou casamentos
  19. Oferecer serviços de guia turísticos em lugares que você já viajou muitas vezes
  20. Ensinar como viver pelo melhor custo-benefício na sua região
  21. Oferecer aulas de instrumentos online
  22. Oferecer aulas de Yoga ou meditação online
  23. Produzir e vender peças de roupas personalizadas
  24. Gerenciar o portfólio de investimento de amigos
  25. Cuidador de animais de estimação
  26. Cozinhar e vender doces artesanais
  27. Cozinhar e vender marmitas fitness saborosas
  28. Escrever e vender um livro
  29. Produzir um evento de networking de determinado nicho
  30. Começar um Instagram de notícias da sua região e angariar patrocínio

Mãos na massa: agora é a sua vez. Faça os exercícios que propus para capturar algumas ideias de negócio ou use as ideias acima como base e chegue em 3 ideias candidatas ao negócio paralelo. Lembre-se que as suas ideias devem ser: 

  • pelo menos, potencialmente lucrativas;
  • relativamente fáceis de se executar;
  • fortes o bastante para despertar o desejo dos compradores;
  • te deixar minimamente empolgado(a);

4. Identifique as oportunidades e limitações das ideias

Separando o joio do trigo

Agora que você chegou a 3 ideias empolgantes e que podem virar o seu negócio paralelo com um certo esforço, vamos avançar. Chegou a hora de analisarmos elas mais a fundo e buscar informações que nos ajudem a decidir, um pouco mais a frente nesse texto, qual será a escolhida para ser a base do seu negócio paralelo.

A essa altura, o que você precisa fazer é identificar em cada uma delas quais são as oportunidades ou potenciais que elas trazem, bem como as suas limitações e obstáculos. Tudo o que for “a favor” a tirar a ideia do papel, classifique como oportunidade/potencial, e tudo que for “do contra”, como limitação/obstáculo. Não negligencie essa etapa, pois ela é uma parte importante do nosso processo de análise para a ideia campeã.

Aplicando um pequeno brainstorming e antecipando alguns passos, você já deve conseguir identificar a grande maioria deles. Além disso, uma rápida pesquisa de mercado deve levantar uma série de prós e contras de cada uma delas.

É importante você mesmo conduzir isso e não se deixar levar tanto pela opinião de terceiros, porque dependendo do seu conjunto de habilidades, do seu contexto de vida atual, dos seus ciclos sociais e da meta que você definiu no primeiro passo desse artigo, os prós e contras podem variar radicalmente, podendo até a inverter de lado.

Para capturar a sua análise, você pode criar uma simples tabela como essa e ir preenchendo conforme coletar as informações:

Oportunidades/PotenciaisObstáculos/Limitações
Ideia 1
Ideia 2
Ideia 3

Perguntas para destravar o imaginário

Aqui estão algumas perguntas para ajudar você a levantar as oportunidades e obstáculos de cada ideia. Mas não se prenda somente a elas – sua própria experiência vai te dar informações ainda mais valiosas.

  • O que tem de tão fantástico nessa ideia que a torna única e muito boa?
  • O que tem de mais desafiador nessa ideia que me impede de executá-la hoje?
  • Tem alguém que já fez algo parecido com isso antes? Como foi?
  • Quão difícil vai ser fazer a primeira venda?
  • Do que você precisa para começar e quanto isso custará em termos de tempo e/ou dinheiro?
  • Se tudo der certo, qual é o melhor cenário?
  • Se tudo der errado, qual é o pior cenário?

Aprenda com os meus erros

Quero trazer o meu exemplo pessoal para mostrar a você o quão importante essa análise é antes de partir para a execução. 

Nos meus últimos meses de CLT, eu estava para me decidir entre duas ideias, e a cada dia ficava mais difícil de me sustentar no emprego, psicológica e emocionalmente falando. Eu tinha um background de engenharia muito forte, me desenrolava em algumas linguagens de programação diferentes e já havia gerenciado diversos projetos grandes. Além disso, estava cursando um mestrado na área de manufatura, possuía uma habilidade notória em ministrar treinamentos e palestras, e frequentava de forma assídua várias imersões e treinamentos de desenvolvimento pessoal. Eu estava para me decidir entre algumas ideias, mas a mais promissora era relacionada a tecnologia e programação, aplicando realidade virtual como ferramenta para tratamentos psicológicos.

Realidade virtual: uma ideia promissora, mas complexa demais para mim

Na época, eu não tinha essa experiência que possuo hoje, e parti para a execução com pouquíssimas análises (quase nenhuma, para ser sincero). A ideia parecia promissora, e investi meses e mais meses para avançar pouquíssimo e, quando me dei conta, aquele era um projeto complexo demais para eu tocar sozinho no paralelo porque me faltavam as habilidades certas. Se eu tivesse feito as perguntas de “quão difícil será realizar a primeira venda” e “se essa ideia é factível e lucrativa”, eu a teria descartado em poucos dias, porque as limitações e obstáculos eram muito maiores do que eu conseguiria lidar naquele momento.

Novamente, o foco durante a transição é te colocar no jogo do negócio paralelo rapidamente. Essa parecia ser uma ótima ideia para quem já tem as habilidades certas, ou até mesmo para uma empresa de tecnologia que já trabalha com isso e quer ampliar suas oportunidades de negócio, mas era uma péssima oportunidade de negócio paralelo para mim.

5. Estimando o lucro no papel de pão

Você pode, e deveria, usar um papel de pão para estimar o lucro do seu negócio paralelo. Explico:

Se você trabalha com projetos em uma empresa grande, ou qualquer outro emprego que envolva estimativa de custos e lucro, você irá concordar comigo no fato que esse é um assunto delicado. É muito fácil errarmos uma previsão financeira, não considerando uma variável ou imprevisto, e todo o projeto pode ir por água abaixo. Sendo assim, é até comum vermos planilhas ultrassofisticadas com inúmeras revisões e times inteiros estruturados apenas para garantir que os projetos deem lucro no final do dia. Afinal, essa é uma das leis mais básicas dos negócios: não gaste mais do que você fatura.

Agora, na linha de negócios que estamos criando, que é enxuta e possível de ser tocada no paralelo, sofisticar demais as previsões de lucro só irá atrasar a sua jornada. O que nós queremos por hora é uma estimativa para nos auxiliar a decidir a melhor ideia. Portanto, planilheiros: guardem as suas incríveis habilidades de Excel e a tendência de querer sofisticar a planilha para um outro momento.

O que você deverá fazer, então, é algo parecido com o que Jéssica, a analista fotógrafa, fez para o negócio dela:

Ideia de negócio paraleloFotos profissionais em casamentos
Custo do Uber/deslocamento (ida e volta)R$ 100,00
Estimativa do valor da hora do fotógrafoR$ 50,00 à R$ 200.00 (para iniciantes)
Duração dos eventos4 horas, em média
Quantidade de eventos por mês4 (1 por final de semana, no máximo)
Faturamento mensal (à R$ 50,00 por hora)50 x 4 x 4 = R$ 800,00 (4 eventos de 4 horas cada)
Faturamento mensal (à R$ 200,00 por hora)200 x 4 x 4 = R$ 3200,00 (4 eventos de 4 horas cada)
Lucro mensal (descontados custos)R$ 700,00 à R$ 3100,00

Essa matemática básica cabe num papel de pão, não? E acredite, é tudo o que você precisa por hora.

Talvez um ou outro detalhe ficou faltando, como o aluguel de roupa social para o evento ou a aquisição de um Flash específico para fotografar internamente, mas, Jéssica já possuía os equipamentos básicos e a habilidade para fotos excepcionais. Além disso, dependendo do público, local e experiência do fotógrafo, o custo de hora pode variar. Mas, de qualquer forma, ter esses números em mãos facilita muito o processo de decidir entre as ideias.

No caso da estimativa de produtos ou revenda de artigos prontos para terceiros, a análise é bastante parecida, adicionando alguns custos como embalagens para o envio, comissionamento para plataformas de venda, até mesmo custos de anúncios patrocinados na internet e hospedagem de website. Cada ideia tem a sua particularidade, mas confio na sua capacidade de adaptar o conceito que eu apresentei aqui.

Agora é a sua vez: foque a sua energia em estimar os lucros de maneira simples para cada uma das ideias. Não pule essa etapa, porque isso te fará encarar as ideias como, de fato, possíveis negócios que geram lucro! Lembre-se: o objetivo é fazermos dinheiro com isso, prestando um serviço de valor ou vendendo um produto desejado pelos potenciais compradores. Não queremos mais um hobby na sua vida.

6. Classifique as ideias com os critérios certos e decida a melhor delas

Se você cumpriu tudo o que propus até aqui, você:

  1. Definiu o objetivo pelo qual você quer abrir um negócio e imaginou como seria sua vida com ele
  2. Entendeu que nem todas as ideias valem a pena e quais os critérios de uma boa ideia
  3. Roubou ou capturou pelo menos 3 boas ideias de negócio paralelo
  4. Analisou algumas oportunidades e limitações de cada uma delas
  5. Estimou o lucro de cada uma de forma simples

Com tudo isso, você já tem informação o suficiente para fazer uma escolha: qual será a grande ideia que o seu embrionário negócio paralelo será baseado. Por mais que ainda estamos no começo da jornada, esse é um passo importante para você focar muito mais as suas ações de agora em diante.

Um pequeno aviso antes de continuarmos: isso não é um contrato de financiamento imobiliário

Eu preciso te lembrar que a escolha da ideia de negócio não é uma assinatura de contrato de 100 meses de financiamento imobiliário, muito menos um pedido de casamento. É um comprometimento básico, nesse estágio, para você conseguir avançar com os preparativos até a sua ideia ir ao ar. É também a sua proteção contra distrações de “novas ideias” que surgem o tempo todo. 

E vamos lá, mesmo que você escolha, desenvolva sua ideia, ela vá ao ar e não dê em nada… e daí? Você sempre pode tentar novamente, porque na pior das hipóteses, por mais que você tenha investido uma quantia muito baixa de dinheiro que não tenha dado retorno, você executou e aprendeu coisas muito preciosas ao longo do caminho. Essa é a beleza de rodar algo no paralelo quando a sua subsistência é garantida pelo seu emprego – você pode errar quantas vezes achar necessário até que, uma hora, você acerta. 

Nessa visão, seu empregador, que por muitos é considerado um carrasco, acaba se tornando o seu primeiro investidor.

Juntando as peças do quebra-cabeça

Seu papel agora é organizar isso tudo numa tabela para você conseguir comparar lado a lado, ideia por ideia. É bem provável que quando você comparar uma ideia contra a outra, você precise alterar os critérios. Não há problema nisso, apenas evite a tentação de se deixar levar demais pela empolgação com uma ideia em específico em detrimento das qualidades de outras. Nada impede que você inicie o seu negócio paralelo de uma maneira e, lá na frente com mais experiência e capital, você não possa modificá-lo como quiser.

Organize os dados que coletamos nas etapas anteriores da seguinte forma:

LucratividadePersuasãoViabilidade/facilidade de implementaçãoEmpolgaçãoOportunidadesLimitações
Ideia 1
Ideia 2
Ideia 3

Como classificar:

Para os critérios das primeiras 4 colunas (lucratividade, persuasão, viabilidade e empolgação), classifique cada ideia em três níveis: “fácil/médio/difícil” ou “baixo/intermediário/alto”. Recomendo também colorir a célula para facilitar a visualização, por exemplo, com verde/amarelo/vermelho. Não se apegue tanto aos números, pois o que queremos aqui é uma análise mais qualitativa do que quantitativa, com exceção da lucratividade.

Para os últimos 2 critérios (oportunidades e limitações), resuma em pequenos tópicos ou use uma única palavra.

O seu grande objetivo aqui é classificá-las lado a lado e visualizar se alguma delas desponta. Idealmente, a melhor ideia para o seu negócio paralelo se parece com isso:

* e ** são apenas exemplos

Essa é a melhor ideia de negócio de todas, e se você tiver uma dessas, me convide para ser seu sócio. Veja como tudo está alto – lucratividade, persuasão e empolgação, é fácil de implementar, o campo de oportunidades está cheio e há poucas limitações. 

Dificilmente você encontrará uma dessas logo de cara, mas não se assuste se uma das ideias despontar das outras em um ou mais critérios quando colocados lado a lado com uma escala de cor.

Por exemplo, é bem mais provável que você encontre isso para os 4 primeiros critérios:

Não há um critério exato para escolha aqui. Vai depender bastante da sua análise, das oportunidades e limitações de cada uma das ideias. Mas sendo muito sincero contigo, numa situação como essa acima, eu Vinicius, iria de ideia 1 ou 2, porque por mais que a viabilidade da ideia 3 seja a melhor de todas, ela é uma ideia pouco persuasiva e lucrativa em comparação com as outras. 

Para os indecisos de plantão

Se realmente estiver difícil decidir entre 2 ideias, você sempre pode adicionar mais critérios (colunas), ou usar mais do que 3 níveis. Apenas foque em classificá-las e decidir pela que mais fizer sentido para você no momento baseado nos critérios. Lembre-se que você ainda pode voltar e escolher outra ideia se essa, lá na frente, falhar.

Você acabou de escolher a melhor ideia do mundo (para você)

Parabéns por chegar até aqui! Você tem agora uma ótima ideia de negócio paralelo em mãos – ou pelo menos um passo a passo claro de como chegar até ela. Essa ideia é factível, lucrativa, persuasiva, te empolga, não tem tantas limitações assim e possui algumas boas oportunidades. 

E aí, já está na hora de colocar ela para rodar e sair atrás de clientes? Eu sei que você está ansioso, mas ainda não. Talvez você ainda não tenha nem página no Facebook ou um perfil organizado para isso no Instagram. Talvez você ainda não saiba como cobrar, nem como atrair seus primeiros clientes, muito menos como outras pessoas colocaram, com sucesso, uma ideia muito semelhante à essa para rodar!

Inclusive, esse é o seu próximo passo: procurar concorrentes que se baseiam numa ideia muito parecida ou idêntica a sua, e estudá-los a fundo, de ponta a ponta, como se fosse fazer uma apresentação sobre eles. Se você assistiu Alice no País das Maravilhas, essa busca será como se você entrasse pelo buraco do coelho e mergulhasse naquele mundo diferente. É esse nível que eu quero que você chegue.

Mas esse e os outros passos para dar forma ao seu negócio paralelo até fazer as primeiras vendas são temas para futuros conteúdos.

Por hora, quero que você se concentre em seguir os passos que eu te dei e capturar a sua boa ideia de negócio paralelo. E se ficar realmente muito difícil de colocar isso em prática, por que você não me manda uma mensagem? Pode ser no meu e-mail, na parte dos comentários desse blog, ou ainda no meu Instagram… Não importa – tô aqui pra te ajudar, fechado? Prometo que eu responderei o mais breve possível.

Boa execução pra você 😉

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